terça-feira, 12 de abril de 2011

E eu ali

Cruza o laranja, o verde, passa o branco, o preto, segue um sorriso e também a tristeza, olhos nos olhos, olhos no vazio, olhos no caminho, passo ao largo, passo mais passo, com passo miúdo, todos num compasso e eu ali, parado e sem passo, olho ao longe o futuro.

segunda-feira, 21 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Vertigo

LX

Regressei à cidade. Despedi-me daquele eu que me queria longe de mim e demiti a revolta do tempo passado. Não houve gritos, não houve choros, não houve sequer uma festa. Talvez porque nunca tenha de facto partido.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Caos Calmo

Nestes dias de horizontes tempestuosos reina sobre a ponte para um outro reino o caos calmo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A dois


A pé e de coração leve
Eu enveredo pela estrada aberta,
Saudável, livre, o mundo á minha frente,
À minha frente o longo atalho pardo
levando-me aonde eu queira.
Daqui em diante não peço mais boa-sorte,
Boa-sorte sou eu.
Daqui em diante não lamento mais,
Não transfiro, não careço de nada;
Nada de queixas atrás das portas,
De bibliotecas, de tristonhas críticas;
Forte e contente vou eu
Pela estrada aberta.
A terra é quanto basta:
Eu não quero as constelações mais perto
Nem um pouquinho, sei que se acham muito bem
Onde se acham, sei que são suficientes
Para os que estão em relação com elas.
(Carrego ainda aqui
Os meus antigos fardos de delícias,
Carrego – mulheres e homens –
Carrego-os comigo por onde eu vou,
Confesso que é impossível para mim
Ficar sem eles: deles estou recheado
E em troca eu os recheio.)

Para a Rita, a principal responsável do meu acreditar na vida e no amor.