"...Ligo mais à legitimidade do que à legalidade. Quando a legalidade vai contra o que eu acho que é legítimo, se puder transgrido. Se não puder, também. Sendo politicamente conservador em muita coisa, não sou nada ordeiro. Sou bastante subversivo em relação a muita coisa..."
Cruza o laranja, o verde, passa o branco, o preto, segue um sorriso e também a tristeza, olhos nos olhos, olhos no vazio, olhos no caminho, passo ao largo, passo mais passo, com passo miúdo, todos num compasso e eu ali, parado e sem passo, olho ao longe o futuro.
Regressei à cidade. Despedi-me daquele eu que me queria longe de mim e demiti a revolta do tempo passado. Não houve gritos, não houve choros, não houve sequer uma festa. Talvez porque nunca tenha de facto partido.